Devocional

Introdução - Êxodo

Reflexão

Antes de entrarmos no livro de Êxodo, é necessário fazermos um bom panorama deste livro, pois isso nos ajuda a enxergar o fio da redenção que liga Gênesis ao segundo livro da Bíblia. Êxodo não começa do zero. Ele é a continuação natural da história iniciada com os patriarcas. O livro de Êxodo narra como o Deus da aliança transformou uma família iniciada em Gênesis 12: em uma grande nação revelada neste livro, no livro de Êxodo, Deus se apresenta como redentor, libertador e legislador do seu povo. Se Gênesis é o livro dos começos, Êxodo é o livro da redenção histórica. Deus age no tempo, no espaço e na política para cumprir suas promessas. O livro de Êxodo pode ser dividido nas seguintes partes: Primeira parte, Êxodo 1, Israel no Egito e a sua opressão. O livro começa mostrando o crescimento extraordinário dos descendentes de Jacó. Aquela família de 70 pessoas agora se torna numerosa, cumprindo a promessa de Deus feita a Abraão de fazer dele e de seus descendentes uma grande nação. No entanto, um faraó que não conhecia José transforma Israel em escravos. A segunda parte vai de Êxodo 2 a Êxodo capítulo 6 tem como título o chamado de Moisés e a revelação do nome de Deus. Deus levanta Moisés como mediador e libertador. No episódio da sarça ardente, o Senhor se revela como o Eu Sou, o Yahé, o Deus que existe por si mesmo e que é fiel às promessas feitas aos patriarcas. A terceira parte vai do capítulo 7 ao capítulo 12 tem como tema as 10 pragas e o confronto com os deuses do Egito. As pragas enviadas não são atos aleatórios de juízo de Deus. Elas representam um confronto direto entre Yahvé e os deuses do Egito. O clímax ocorre principalmente na Páscoa, quando o sangue do cordeiro livra os primogênitos de Israel da morte. A quarta parte vai de Êxodo 13 a Êxodo 15, que tem como tema a travessia do Mar Vermelho. Deus abre o mar, derrota o exército egípcio e conduz seu povo em liberdade. Esse ato cela de forma definitiva a libertação de Israel e gera um cântico de louvor. O povo não apenas sai do Egito. O Egito é tirado do meio do povo, mostrando que a redenção envolve libertação externa e interna. A quinta parte vai dos versículos 16 a 18, que tem como tema a peregrinação no deserto e a provisão divina. No deserto, Israel aprende a depender de Deus para tudo, pão, água e direção. Ao mesmo tempo, revela-se a fragilidade espiritual do povo, que murmura constantemente e duvida dos cuidados de Deus. A sexta parte vai dos versículos 19 ao 24, que tem como tema a aliança no Sinai e a entrega da lei. Deus estabelece formalmente sua aliança com Israel. A lei não é dada para libertar o povo, mas porque o povo já foi libertado. Israel é chamado a ser um reino de sacerdotes, uma nação santa. Aqui Êxodo conecta redenção e ética. O Deus que salva é o Deus que orienta sobre como viver. A última parte vai do versículo capítulo 25 ao capítulo de número 40. Estes capítulos mostram como o livro termina narrando a construção do tabernáculo e a glória do Senhor enchendo a tenda. Deus passa a habitar no meio do povo redimido. O livro de Êxodo não termina apenas com um povo livre, mas com Deus presente no meio deles. Podemos aprender com o livro de Êxodo. Além do livro Desenvolver o que Gênesis antecipou sobre quem é Deus e sobre como ele se relaciona com seu povo, vemos também que o criador e promissor do livro de Gênesis agora é revelado como Deus que age poderosamente para salvar e libertar o seu povo da escravidão. Êxodo é a história do Deus que desce para libertar, que caminha com seu povo e que