Leitura
Josué 5–6
Capítulo 5
1Quando todos os reis amorreus que habitavam a oeste do Jordão e todos os reis cananeus que viviam ao longo do litoral souberam como o Senhor tinha secado o Jordão diante dos israelitas até que tivéssemos atravessado, eles se desanimaram e perderam a coragem de enfrentar os israelitas.
A circuncisão dos israelitas em Gilgal
2Naquela ocasião, o Senhor disse a Josué:
― Faça facas de pedra e circuncide os israelitas.
3Josué fez facas de pedra e circuncidou os israelitas em Gibeate-Aralote.5.3 Gibeate-Aralote significa colina dos prepúcios.
4Ele fez isso porque todos os homens aptos para a guerra morreram no deserto depois de terem saído do Egito. 5Todos os que saíram haviam sido circuncidados, mas todos os que nasceram no deserto, no caminho, depois da saída do Egito, não tinham passado pela circuncisão. 6Os israelitas andaram quarenta anos pelo deserto, até que todos os guerreiros que tinham saído do Egito morressem, visto que não tinham obedecido ao Senhor, pois o Senhor havia jurado aos antepassados deles que não veriam a terra que lhes prometera; terra que eles nos dariam, onde fluem leite e mel. 7Assim, em lugar deles, colocou os seus filhos, e estes foram os que Josué circuncidou. Ainda estavam incircuncisos porque não tinham sido circuncidados no caminho. 8Depois que a nação inteira foi circuncidada, eles ficaram onde estavam, no acampamento, até se recuperarem.
9Então, o Senhor disse a Josué:
― Hoje removi de vocês a humilhação sofrida no Egito.
Por isso, até hoje o lugar se chama Gilgal.5.9 Em hebraico, Gilgal soa como o verbo remover.
10Na tarde do décimo quarto dia do mês, enquanto estavam acampados em Gilgal, os israelitas celebraram a Páscoa nas planícies de Jericó. 11No dia seguinte ao da Páscoa, eles comeram pães sem fermento e grãos de trigo tostados, produtos daquela terra. 12Um dia depois de comerem do produto da terra, o maná cessou. Já não havia maná para os israelitas, e naquele mesmo ano comeram do fruto da terra de Canaã.
A queda de Jericó
13Estando Josué já perto de Jericó, olhou para cima e viu um homem em pé, que empunhava uma espada. Josué se aproximou dele e perguntou:
― Você é por nós ou pelos nossos inimigos?
14― Nem uma coisa nem outra — respondeu. — Venho como comandante do exército do Senhor.
Então, Josué prostrou‑se com o rosto em terra, em sinal de respeito, e lhe perguntou:
― Que mensagem o meu Senhor tem para o seu servo?
15O comandante do exército do Senhor respondeu:
― Tire as sandálias dos pés, pois o lugar em que você está é santo.
Assim fez Josué.
Capítulo 6
1Jericó estava completamente fechada por causa dos israelitas. Ninguém saía nem entrava.
2Então, o Senhor disse a Josué:
― Saiba que entreguei nas suas mãos Jericó, o seu rei e os seus homens de guerra. 3Marche uma vez ao redor da cidade, com todos os homens armados. Faça isso durante seis dias. 4Sete sacerdotes levarão, cada um, uma trombeta de chifre de carneiro à frente da arca. No sétimo dia, marchem todos sete vezes ao redor da cidade, e os sacerdotes toquem as trombetas. 5Quando as trombetas soarem um longo toque, todo o povo dará um forte grito; o muro da cidade cairá, e o povo atacará, cada um do lugar onde estiver.
6Josué, filho de Num, chamou os sacerdotes e lhes disse:
― Levem a arca da aliança do Senhor. Sete de vocês levarão trombetas à frente da arca.
7Ele ordenou ao povo:
― Avancem! Marchem ao redor da cidade! Os soldados armados irão à frente da arca do Senhor.
8Quando Josué terminou de falar ao povo, os sete sacerdotes que levavam as suas trombetas diante do Senhor saíram à frente, tocando as trombetas. A arca da aliança do Senhor ia atrás deles. 9Os soldados armados marchavam à frente dos sacerdotes que tocavam as trombetas, enquanto a retaguarda seguia a arca. Durante todo esse tempo, tocavam‑se as trombetas. 10Josué, porém, tinha ordenado ao povo:
― Não deem o brado de guerra, não levantem a voz e não digam palavra alguma até o dia em que eu ordenar. Então, vocês gritarão!
11Assim, Josué fez a arca do Senhor dar uma só volta em torno da cidade. Depois, o povo voltou para o acampamento, onde passou a noite.
12Josué levantou‑se cedo na manhã seguinte, e os sacerdotes levaram a arca do Senhor. 13Os sete sacerdotes que levavam as trombetas iam adiante da arca do Senhor, tocando as trombetas. Os homens armados iam à frente deles, e a retaguarda seguia a arca do Senhor, enquanto as trombetas tocavam continuamente. 14No segundo dia, também rodearam a cidade uma vez e voltaram ao acampamento. Durante seis dias, repetiram aquela ação.
15No sétimo dia, levantaram‑se ao romper da manhã e marcharam da mesma maneira sete vezes ao redor da cidade; foi apenas nesse dia que rodearam a cidade sete vezes. 16Na sétima vez, quando os sacerdotes deram o toque de trombeta, Josué ordenou ao povo:
― Gritem! O Senhor entregou a cidade a vocês! 17A cidade, com tudo o que nela existe, será separada ao Senhor para destruição.6.17 O termo hebraico indica um ato de consagração irrevogável a Deus, geralmente por meio da destruição de um objeto ou de seres vivos; também nos versículos 18 e 21. Somente Raabe, a prostituta, viverá, e todos os que estiverem na casa dela serão poupados, pois ela escondeu os espias que enviamos. 18Apenas fiquem longe das coisas separadas; não se apossem de nenhuma delas, para que não sejam separados para destruição. Do contrário, trarão destruição e desgraça ao acampamento de Israel. 19Toda a prata, todo o ouro e todos os utensílios de bronze e de ferro são sagrados e pertencem ao Senhor e deverão ser levados para o seu tesouro.
20Quando soaram as trombetas, o povo gritou. Ao som das trombetas e do forte grito, o muro caiu. Cada um atacou do lugar onde estava, e tomaram a cidade. 21Separaram a cidade para o Senhor, destruindo à espada homens, mulheres, jovens, velhos, bois, ovelhas e jumentos; todos os seres vivos que nela havia.
22Josué disse aos dois homens que tinham espiado a terra:
― Entrem na casa da prostituta e tirem‑na de lá com todos os seus parentes, conforme o juramento que fizeram a ela.
23Então, os jovens que tinham espiado a terra entraram e trouxeram Raabe, o seu pai, a sua mãe, os seus irmãos e tudo o que ela possuía. Tiraram de lá todos os da sua família e os deixaram em um local fora do acampamento de Israel.
24Depois disso, incendiaram a cidade inteira e tudo o que nela havia, mas depositaram a prata, o ouro e os utensílios de bronze e de ferro no tesouro da casa do Senhor. 25Josué, porém, poupou a prostituta Raabe, a sua família e todos os seus pertences, por ter escondido os homens que Josué tinha enviado a Jericó como espias. Desde então, Raabe vive entre os israelitas.
26Naquela ocasião, Josué pronunciou este juramento solene: “Maldito seja diante do Senhor o homem que reconstruir a cidade de Jericó:
“À custa do seu primogênito
lançará os alicerces da cidade;
à custa do seu filho mais novo
porá as suas portas!”.
27Assim, o Senhor esteve com Josué, cuja fama se espalhou por toda a terra.
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