Devocional

Gênesis 11

Reflexão

O capítulo 11 de Gênesis marca a transição entre a história da humanidade primitiva e o início da linhagem patriarcal, destacando inicialmente o episódio da Torre de Babel. O orgulho humano e a tentativa de autossuficiência levam Deus a confundir as línguas e dispersar os povos sobre a terra, punindo a rebelião e a desobediência ao mandato que foi dada a eles de encher o mundo. A segunda parte deste capítulo apresenta a genealogia de 100, estreitando o foco narrativo até chegar Preparando o cenário teológico para o chamado de Deus no capítulo seguinte. Assim, Gênesis 11 encerra o ciclo da corrupção generalizada para dar lugar ao plano de redenção de Deus através de uma família específica, mostrando que enquanto os homens buscam fazer o seu próprio nome célebre, é o Senhor quem soberanamente escolhe a quem deseja exaltar. O termo que aparece no versículo 4, façamos nós um nome, revela a intenção de substituir a glória de Deus pela glória humana. A unidade linguística e geográfica não era usada para a glória de Deus, mas sim como uma ferramenta de rebelião para evitar a dispersão ordenada por Deus. Em Gênesis capítulo 9 versículo 1, nos versículos 5 a 7, encontramos que enquanto os homens buscavam construir uma torre para chegar ao céu, o texto diz que Deus desceu para ver. Isso mostra que, por maior que seja o esforço humano, a distância entre criatura e criador sempre permanecerá infinita. A confusão das línguas não é apenas um castigo, mas uma graça restritiva. Deus estava impedindo que o mesmo cenário que levou ao dilúvio acontecesse novamente. Pois enquanto eles continuassem cooperando naquela rebelião contra Deus, a situação apenas iria piorar. Os versículos 8 a 26 saem do foco da humanidade de forma geral para se concentrar na linhagem da promessa que levará o Messias. Nestes versículos, os comentaristas notam que há uma queda drástica na longevidade de 600 anos, como o caso de 100, para 148 anos, como é o caso de Naur. Isto serve como um lembrete teológico de que o pecado continua a degradar a criação. Entretanto, o registro ritmo de gerou e viveu mostra que Deus está fielmente mantendo viva a semente da mulher prometida em Gênesis 3:15, apesar da morte que continua reinando no mundo. Os versículos 27 a 32 apresentam a família de Terá, pai de Abraão. A esterilidade de Sarai no versículo 30 é o ponto mais enfático para quase todos os comentaristas, pois a esperança da redenção da humanidade agora depende de um ventre estéril, preparando o leitor para compreender que a história de Abraão não será sobre o esforço pessoal. O capítulo 11 termina com uma morte em uma terra estrangeira, deixando um vácuo que será preenchido pela voz de Deus, chamando Abrão.