Devocional
Êxodo 27
Reflexão
Êxodo 27 O capítulo 27 do Êxodo desloca a tensão do interior do tabernáculo para o átrio externo, especialmente para o altar do holocausto. Este capítulo é fundamental para entender a importância da expiação e do sacrifício na vida israelita. O capítulo começa destacando a importância do ponto de aproximação do pecador, o altar do sacrifício. Antes da comunhão, é necessário que haja expiação. A santidade divina exige mediação sacrificial. No contexto do Oriente próximo, altares eram comuns nas práticas religiosas. Contudo, o altar israelita não era instrumento de manipulação da divindade, mas um meio estabelecido por Deus para tratar a culpa do povo. Versículos 1-8 O altar do holocausto era feito de madeira de acácia revestida de bronze. Suas dimensões indicavam grandeza e centralidade. Chifres nos quatro cantos tinham significado simbólico de forma e também eram associados a aspersão de sangue. A grelha de bronze e os utensílios específicos indicam organização ritual detalhada por meio das palavras de Deus a Moisés. O culto não era improvisado. Havia precisão no manuseio do sacrifício. Versículos 9-19 O pátio era delimitado por cortinas de linho fino sustentadas por colunas com base de bronze e ganchos de prata. Essa delimitação marcava a separação entre o comum e o sagrado. A entrada ficava voltada para o Oriente, seguindo um padrão simbólico recorrente. A combinação de materiais bronze, prata e linho reforça gradações de valor e santidade. Versículos 20-21 O povo deveria trazer azeite puro de oliveira batida para manter acesa continuamente a lâmpada. A expressão continuamente indica regularidade e fidelidade no culto. A manutenção da chama aponta para a dependência constante da provisão divina. O sacerdócio tinha responsabilidade permanente. O texto conclui lembrando que essa ordenança seria perpétua. O culto era organizado de forma detalhada e não de forma provisória. Ainda que hoje tenhamos livre acesso à presença de Deus, tal acesso deve ser feito com temor, reverência e santidade. O altar do holocausto aponta para o sacrifício substitutivo que encontra seu cumprimento pleno na cruz. O Novo Testamento apresenta Cristo como oferta perfeita e definitiva, superior aos sacrifícios repetitivos do sistema Levítico. A luz contínua, encontra seu cumprimento naquele que declara ser a luz do mundo, conforme está escrito no Evangelho de João. O acesso que começa no altar e avança em direção aos santos dos santos é consumado em Cristo, que une sacrifício e sacerdócio em sua própria pessoa.