Leitura

2 Crônicas 14–16

Capítulo 14

14.0 No texto hebraico, 14.1 corresponde a 13.23, e 14.2‑15 corresponde a 14.1‑14.1Abias descansou com os seus antepassados e foi sepultado na Cidade de Davi, e Asa, o seu filho, sucedeu‑o como rei. Durante o seu reinado, o país esteve em paz por dez anos.
O reinado de Asa, rei de Judá
2Asa fez o que é bom e justo aos olhos do Senhor, o seu Deus. 3Retirou os altares dos deuses estrangeiros e os santuários locais que havia nos montes, despedaçou as colunas sagradas e derrubou os postes de Aserá.14.3 Isto é, postes de madeira simbólicos usados no culto da deusa Aserá. 4Ordenou ao povo de Judá que buscasse o Senhor, o Deus dos seus antepassados, e que obedecesse às leis e aos mandamentos dele. 5Retirou os santuários locais e os altares de incenso de todas as cidades de Judá, e houve paz durante o seu reinado. 6Também construiu cidades fortificadas em Judá, aproveitando esse período de paz. Ninguém entrou em guerra contra ele durante aqueles anos, pois o Senhor lhe deu descanso.
7Ele disse ao povo de Judá:
― Vamos construir estas cidades com muros ao redor, fortificadas com torres, portas e trancas. A terra ainda é nossa, porque temos buscado o Senhor, o nosso Deus; nós o buscamos, e ele nos tem concedido paz de todos os lados.
Então, eles as construíram e prosperaram.
8Asa tinha um exército de trezentos mil homens de Judá, equipados com escudos grandes e lanças, e duzentos e oitenta mil de Benjamim, armados com escudos pequenos e arcos. Todos eram valentes homens de combate.
9O cuxita Zerá marchou contra eles com um exército de um milhão de soldados e trezentos carros de guerra e chegou a Maressa.
10Asa saiu para enfrentá‑lo, e os exércitos se puseram em posição de combate no vale de Zefatá, perto de Maressa.
11Então, Asa clamou ao Senhor, o seu Deus:
― Senhor, não há ninguém como tu para ajudar os fracos contra os poderosos. Ajuda‑nos, ó Senhor, nosso Deus, pois em ti confiamos e no teu nome viemos contra este imenso exército. Ó Senhor, tu és o nosso Deus; não deixes o homem prevalecer contra ti.
12O Senhor derrotou os cuxitas diante de Asa e de Judá. Os cuxitas fugiram, 13mas Asa e o seu exército os perseguiram até Gerar. Caíram tantos cuxitas que não houve sobreviventes; foram destruídos diante do Senhor e diante do seu exército. Os homens de Judá saquearam muitos bens. 14Destruíram todas as cidades ao redor de Gerar, pois o terror do Senhor havia caído sobre elas. Saquearam todas essas cidades, pois havia nelas muitos despojos. 15Também atacaram os acampamentos onde havia gado e se apoderaram de muitas ovelhas, cabras e camelos. Em seguida, voltaram para Jerusalém.

Capítulo 15

A reforma realizada por Asa
1O Espírito de Deus veio sobre Azarias, filho de Odede. 2Ele saiu para encontrar‑se com Asa e lhe disse:
― Escutem‑me, Asa e todo o povo de Judá e de Benjamim. O Senhor está com vocês quando vocês estão com ele. Se o buscarem, ele deixará que o encontrem, mas, se o abandonarem, ele os abandonará. 3Durante muito tempo, Israel esteve sem o verdadeiro Deus, sem sacerdote que o ensinasse e sem a lei. 4Em sua angústia, porém, eles se voltaram para o Senhor, o Deus de Israel, e o buscaram, e ele deixou que o encontrassem. 5Naqueles dias, não era seguro viajar, pois muitos distúrbios afligiam os habitantes de todas as terras. 6Nações e cidades se destruíam umas às outras, pois Deus as afligia com toda espécie de desgraças. 7Quanto a vocês, sejam fortes e não desanimem, porque as suas obras serão recompensadas.
8Assim que ouviu as palavras e a profecia do profeta Azarias, filho de15.8 Conforme a Vulgata e a Versão Siríaca. O Texto Massorético não traz Azarias, filho de. Odede, o rei Asa encheu‑se de coragem. Retirou os ídolos repugnantes de toda a terra de Judá e de Benjamim e das cidades que havia conquistado nos montes de Efraim. Além disso, restaurou o altar do Senhor que estava em frente do pórtico do templo do Senhor.
9Depois, reuniu todo o povo de Judá e de Benjamim e convocou também os que pertenciam a Efraim, a Manassés e a Simeão que viviam entre eles, pois muitos de Israel tinham passado para o lado do rei Asa, ao verem que o Senhor, o seu Deus, estava com ele.
10Eles se reuniram em Jerusalém no terceiro mês do décimo quinto ano do reinado de Asa. 11Naquela ocasião, sacrificaram ao Senhor setecentos bois e sete mil ovelhas e cabras, do saque que haviam feito. 12Fizeram um acordo de todo o coração e de toda a alma de buscar o Senhor, o Deus dos seus antepassados. 13Todo aquele que não buscasse o Senhor, o Deus de Israel, deveria ser morto, quer jovem, quer idoso, homem ou mulher. 14Fizeram esse juramento ao Senhor em alta voz, bradando ao som de cornetas e trombetas. 15Todo o povo de Judá alegrou‑se com o juramento, pois o havia feito de todo o coração. Eles buscaram o Senhor com toda a sua vontade, e ele deixou que o encontrassem e lhes concedeu paz nas suas fronteiras.
16O rei Asa chegou até a depor Maaca, a sua avó, da posição de rainha-mãe, pois ela havia feito uma imagem repugnante da deusa Aserá. Asa derrubou o poste, despedaçou‑o e queimou‑o no vale do Cedrom. 17Embora os santuários locais não tenham sido removidos de Israel, o coração de Asa foi totalmente dedicado ao Senhor durante toda a sua vida. 18Ele trouxe para o templo de Deus a prata, o ouro e os utensílios que ele e o seu pai haviam consagrado.
19Não houve mais nenhuma guerra até o trigésimo quinto ano do seu reinado.

Capítulo 16

Os últimos anos de Asa
1No trigésimo sexto ano do reinado de Asa, Baasa, rei de Israel, atacou Judá e fortificou Ramá para que ninguém pudesse entrar no território de Asa, rei de Judá, nem sair de lá.
2Então, Asa ajuntou a prata e o ouro do tesouro do templo do Senhor e do seu próprio palácio e os enviou a Ben-Hadade, rei de Arã, que governava em Damasco, 3com a seguinte mensagem: “Façamos um tratado, como fizeram o meu pai e o teu. Estou te enviando prata e ouro. Agora rompe o tratado que tens com Baasa, rei de Israel, para que ele saia do meu país”.
4Ben-Hadade aceitou a proposta do rei Asa e ordenou aos comandantes dos seus exércitos que atacassem as cidades de Israel. Eles conquistaram Ijom, Dã, Abel-Maim16.4 Variante de Abel-Bete-Maaca. e todas as cidades de armazenamento de Naftali. 5Quando Baasa soube disso, abandonou a sua obra de construção de Ramá. 6Então, o rei Asa reuniu todos os homens de Judá, e eles retiraram de Ramá as pedras e a madeira que Baasa havia usado. Com esse material, Asa fortificou Geba e Mispá.
7Naquela época, o vidente Hanani foi dizer a Asa, rei de Judá:
― Por você ter pedido ajuda ao rei de Arã, não ao Senhor, o seu Deus, o exército do rei de Arã escapou das suas mãos. 8Por acaso, os cuxitas e os líbios não eram um exército poderoso, com uma grande multidão de carros de guerra e cavalos?16.8 Ou condutores de carros de guerra. Contudo, quando você pediu ajuda ao Senhor, ele os entregou nas suas mãos. 9Pois os olhos do Senhor estão atentos sobre toda a terra para fortalecer aqueles que lhe dedicam totalmente o coração. Nisso você cometeu uma loucura. De agora em diante, terá que enfrentar guerras.
10Asa irritou‑se contra o vidente por causa disso; ficou tão indignado que mandou prendê‑lo. Nessa época, Asa oprimiu brutalmente alguns do povo.
11Os demais acontecimentos do reinado de Asa, do início ao fim, constam nos registros históricos dos reis de Judá e de Israel. 12No trigésimo nono ano do seu reinado, Asa foi atacado por uma doença nos pés. Embora essa doença fosse grave, não buscou ajuda do Senhor, mas apenas dos médicos. 13Então, no quadragésimo primeiro ano do seu reinado, Asa morreu e descansou com os seus antepassados. 14Ele foi sepultado no túmulo que havia mandado cavar para si na Cidade de Davi. Deitaram‑no em um leito coberto de especiarias e de vários perfumes de fina mistura e fizeram uma imensa fogueira em sua honra.

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