Devocional
Gênesis 7
Reflexão
Deus estabelece que os dias do homem seriam de 120 anos, segundo Gênesis 6:3. A maioria dos comentaristas e a tradição judaica interpretam esse número como um tempo de contagem regressiva ou o período de graça que Deus estava concedendo à aquela geração enquanto a arca estava sendo construída por Noé. Noé, quando recebeu o chamado de Deus para construir a arca, possivelmente tinha entre 480 anos a 500 anos, considerando que ele tinha 500 anos quando gerou seus filhos, como é descrito em Gênesis, capítulo 5, versículo 32. O dilúvio veio quando Noé tinha 600 anos, como é descrito em Gênesis 7:6. Portanto, o intervalo entre a ordem de Deus para a construção da arca descrita no capítulo 6 e o início do evento do dilúvio descrito no capítulo 7 é de no máximo 120 anos. O capítulo 7 descreve a execução do juízo divino e a separação definitiva entre aqueles que estavam dentro da arca e aqueles que estavam fora da arca. Este capítulo destaca a soberania de Deus sobre a natureza e o cumprimento exato da sua palavra. Quando o Senhor fecha a porta, como é descrito no versículo 16, ele estabelece um ponto final sobre aquela geração depravada e inicia um julgamento final sobre toda a criação que estava fora da arca. A inundação total da Terra simboliza a desconstrução da criação original, retornando o mundo ao estado de caos e trevas devido ao peso do pecado da humanidade. Muitos geólogos criacionistas propõem que a separação dos continentes não levou milhões de anos em um ritmo lento, centímetro por centímetro, mas que aconteceu de forma acelerada e violenta durante o juízo de Deus por meio do dilúvio. Em Gênesis 7:11, diz que romperam-se todas as fontes do grande abismo. Isso sugere uma atividade geológica massiva no fundo do oceano. O calor gerado e a movimentação da água teriam empurrado os continentes para suas posições atuais em um curto espaço de tempo, ao invés de centímetro por centímetro, através de milhares e milhares de anos. Este acontecimento explicaria por encontramos fósseis de animais marinhos no topo de cordilheiras, como por exemplo a cordilheira do Himalaia e dos Andes. A terra foi empurrada para cima enquanto ainda estava submersa ou encharcada pelo dilúvio. Ao olharmos para o início da criação, em Gênesis 1, temos a ideia de uma única terra, aquilo que é chamado de pangéia. E ao olharmos para Gênesis capítulo 7, com este grande acontecimento do dilúvio, entendemos como que as terras foram separadas de forma rápida e violenta pelo dilúvio que Deus enviou sobre a sua criação. A arca de Deus surge como um único refúgio seguro provido por Deus para sua criação. Esta mesma arca prefigura a salvação em Jesus Cristo. Assim como não havia outro meio de escapar das águas, também não há outro meio de escapar do juízo vindouro de Deus fora do Redentor. A permanência das águas por 150 dias demonstra a seriedade da santidade de Deus. Um Deus que não tolera a violência e a corrupção de forma eterna, mas que exige uma purificação completa do ambiente onde a vida deve florescer. Assim como Noé, que teve que dar o passo de fé para entrar na arca antes mesmo da primeira gota de água cair, somos desafiados a entrar no refúgio de Cristo hoje. A segurança de Noé não dependia da sua capacidade de saber nadar, mas de sua posição dentro daquela arca. Aonde você tem colocado a sua segurança quando as tempestades da vida começam? Que assim como Noé, que você possa tomar o passo de fé e encontrar refúgio em Cristo.