Devocional
2 Samuel 5 e 6
Reflexão
Segundo Samuel, Capítulo 5 O capítulo 5 marca uma das grandes transições da história bíblica. O reinado é finalmente unificado. Jerusalém é conquistada e Davi inicia um período de expansão e fortalecimento nacional. Primeiro Samuel, capítulo 16, vimos Davi sendo escolhido por Deus para suceder Saul. Contudo, entre a promessa e seu cumprimento, houve anos de preparação, sofrimento e aprendizado. Os capítulos anteriores de Segundo Samuel mostraram o enfraquecimento gradual de Saul. Com a morte de Esbosete, desaparece o último obstáculo para que todo Israel reconheça o rei escolhido por Deus. Davi já governava Judá havia cerca de 7 anos e meio. Agora, os líderes das demais tribos vêm até ele para formalizar sua aceitação como rei sobre toda a nação. A partir deste capítulo, a narrativa deixa de enfatizar a ascensão de Davi e passa a destacar o estabelecimento e a consolidação do seu reinado. Os versículos de número um a 5 vemos as tribos reconhecendo três razões para aceitarem Davi como rei. Primeiro, havia uma ligação familiar. Somos teus ossos e tua carne. Segundo, Davi havia demonstrado liderança mesmo durante o reinado de Saul. E terceiro, o próprio Senhor o havia escolhido para pastorear Israel. Seu desejo era trazer a arca da aliança para Jerusalém, restaurando o lugar de honra que ela deveria ocupar entre o povo de Deus. Entretanto, o capítulo mostra que boas intenções não substituem a obediência. Quando os bois tropeçam, os estende a mão para segurar a arca, imediatamente Deus o fere e ele morre. À primeira vista, a reação pode dividir opiniões, porque de fato parece ser uma reação severa. O contraste entre Davi e Mical é muito marcante. Enquanto Davi está preocupado com a honra de Deus, Mical preocupa-se com aparência, status e prestígio pessoal. A esterilidade funciona como símbolo da esterilidade espiritual de um coração incapaz de alegrar-se na presença de Deus. Samuel capítulo 6 revela dois aspectos inseparáveis do caráter de Deus, sua santidade e sua graça. O Senhor deseja que seu povo o adore corretamente, com corações quebrantados, obedientes e cheios de alegria. Afinal, a maior bênção da vida não é aquilo que Deus nos dá, mas a própria presença de Deus no meio do seu povo. A arca da aliança representava a presença de Deus no meio do seu povo. No Novo Testamento, essa presença encontra seu cumprimento pleno na pessoa do Senhor Jesus Cristo, o Emanuel, o Deus conosco. Conclusão O capítulo 5 de Segundo Samuel nos chama a abandonar tanto a irreverência quanto a religiosidade vazia. O Senhor deseja que seu povo o adore corretamente, com corações quebrantados, obedientes e cheios de alegria.